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ORGANIZAÇÃO E SISTEMAS

PROFESSOR ANDRÉ BARROS

 

PATOS  METAFÍSICO : AFINAL O QUE É ISSO?

 

Em seu livro "THE GREAT CHAIN OF BEING "', O Historiador inglês Arthur Lovejoy observou que toda teoria está  associada ou cria um determinado conjunto de sentimentos, que são percebidos apenas vagamente por aqueles que apoiam ou se servem dela para suas ações. A essa percepção, ocorrida quase por acaso, LOVEJOY (1948:11) denominou patos metafísico, nas suas palavras:

Exemplificando em qualquer descrição da natureza das coisas, em qualquer caracterização do mundo a que pertencemos, em termos que, a exemplo das palavras de um poema, evocam em suas associações e pela espécie de empatia que engendram, um estado de espirito congenial ou tom de sentimentos. Segundo GOULDNER(1981:82)3, a ocorrência do patos pode suceder na concentração do profissional em uma determinada teoria, por um processo diferente daqueles que acreditam seus defensores, chegando, inclusive, a provocar maiores conseqüências do que eles supõem:  "IN VERBIS":

 A  aceitação de uma teoria poder  ocorrer porque a teoria congruente com os sentimentos de seus partidários, e não apenas porque foi considerada válida.

  Essas situações  também podem ocorrer em relação à Teoria Organizacional quando um Administrador, por ter achado mais lógica ou mesmo de maior aplicabilidade uma das teorias, começa a estuda-la em maior profundidade e termina por desenvolver uma espécie de "sentimento" e passa a usa-la indiscriminadamente, sem perceber que sua ação deixou de lado a racionalidade exigida.

Em termos comuns poder-se-ia dizer que, quando se está  cantarolado distraído e em ambiente disfuncional ( banheiro, p.ex.) uma determinada  melodia - o patos está em ação.

  1. A grande corrente da existência (livre tradução do autor deste texto).
  2. Conforme a índole da pessoa ou, próprio de urna determinada pessoa em razão da sua própria natureza.
  3. GOULDNER, W. Alvin- Patos Metafísico e a Teoria da Burocracia. Etzioni,  Amitai (Org.) Organizações          Complexas. São Paulo: Atlas, 1981.